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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Narguilé (Parte 2)


O governo brasileiro junto com o juizado de menores já fez um alerta e pretende agir contra o progresso do narguilé como é feito no tabagismo, pois o número de adolescentes usando, tem crescido assustadoramente. Como se não bastasse, alguns usuários tentam novos tipos de ervas nocivas ou drogas ilegais (1)  .

Já existem relatos que afirmam que pessoas morreram por causa do narguilé. Na primeira pesquisa realizada no Brasil, pelo INCA, mostrou que depois do cigarro, o narguilé é a forma mais comum de consumo de tabaco. Um dos problemas é que muitas pessoas associam o narguilé a uma imagem benigna e segura o que é falso. Outro problema é o compartilhamento da piteira e da mangueira o que ocasiona um alto risco  de transmissão de hepatite, herpes, tuberculose e outras doenças infecciosas (2).

Devido ele permitir a formação e o entrosamento entre amigos e por apresentar uma imagem prática, segura e benigna ele tem-se difundido entreo os jovens e já esta sendo apontado como a próxima epidemia de tabaco.

No livro: As aventuras de Alice no País das Maravilhas (1865), de Lewis Carol, a personagem da Largata Azul pode ser vista fumando tranquilamente um narguilé quando encontrou Alice. Entre um tragada e outra, ela conversa com Alice de foma calma e pausada.O trecho é bem conhecido e a atmosfera de paz e sossego faz um contra ponto com a história. Se esse autor soubesse dos riscos na época, com certeza não o colocaria em um conto infantil (3).

Referências Bibliográficas

(2) FOLHA IRATI. Narguilé, a nova fronteira do tabagismo. 2009. Disponível em: http://www.folhadeirati.com.br/noticias/noticia.aspid=6664
Acesso às 17h e 45 min do dia 09/06/10.

(3) SABTELLANO, TEREZINHA. Narguilé, a nova fronteira do tabagismo. 2008. Disponível em: http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.brasilwiki.com.br%2Fnoticia.php%Fid noticia%D6849&h=ff87e
Acesso às 17h e 34min do dia 09/06/10.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dicas para parar de fumar


1- A primeira coisa que deve ser feita é assumir que é dependente de uma droga, o cigarro ( 1).
2- Assumir para seus amigos e familiares que você esta tentando parar de fumar e pedir a ajuda deles.
3- Tente identificar as situações que levam você a fumar e mude sua rotina.
4- Não ande com muitos cigarros no bolso.
5- A cada cigarro pego, lembre-se do dinheiro que está sendo jogado fora.
6- Evite tomar e comer coisas que lhe dão vontade de fumar.
7- Evite ficar com as mãos desocupadas e procure atividades para serem feitas.
8- Ao pegar o maço de cigarros, veja a imagem antes.
9- Escove os dentes depois das refeições.
10- Fique longe de pessoas que fumam.
11- Converse com pessoas que deixaram de fumar e procure se espelhar neles.
12- Quando se sentir em uma situação que te leva a fumar, procure uma atividade física ou alguma coisa para se distrair.
13- Faça atividades que lhe dão prazer.
14- Começe uma atividade física (2).

Referências Bibliográficas

(1) UFFRJ.Tabagismo.Sem data. Disponível em: http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/fumo5.htm
Acesso às 11h e 29 min do dia 29/12/09.

(2) GLOBO. Terapia para deixar o vício. 2009. Disponível em: http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1062822-10042,00.html
Acesso às 11h e03min do dia 30/12/09.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Imagens chocantes em maços de cigarro


As imagens nos maços de cigarro tem como objetivo a prevenção do consumo por jovens e para incentivar o fumante a se questionar o motivo de fumar. O Brasil foi o segundo país do mundo a adotar a medida. A Inglaterra lançou uma série de imagens muito chocantes do Brasil, mas nem por isso as pessoas deixaram de consumir. As empresas chegaram até a alegar que as imagens não mostravam o que realmente acontecia.

Essas imagens publicadas nos maços britânicos, na realidade foram desenvolvidas pela neurobiologia da UFRJ, da neurofisiologia do comportamento da UFF e o Departamento de Artes e Design da PUC- Rio e foram feitas com base em estudos de neurobiologia.

As advertências sanitárias nas embalagens dos cigarros representam uma das medidas centrais da Convenção- Quadro para o Controle do Tabaco, assunto que já foi falado no post passado. Essas novas fotografias podem mantem o fumante alerta aos futuros prejuiços. As fotos nos maços interferem no apelo que a propaganda transmite através de bonitas embalagens. Nas ações de controle o objetivo é comunicar e imformar a população sobre os riscos do consumo e gerar um sentimento de rejeição, para poder afastar o consumidor, principalmente o público jovem.

Referências Bibliográficas

MOUTINHO, SOFIA E ET.AL. Imagens chocantes: uma ferramenta contra o tabagismo? 2009.  Disponível em: http://www.olharvital.ufrj.br/2006/index.php?id  edicao=166&codigo=4
Acesso às 18h e 47 min do dia 08/12/09.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Por que criar este blog?

O  tabaco é a segunda droga mais consumida entre os jovens no mundo. Mais de 90% inicia o hábito até os 19 anos de idade. Várias doenças e mortes prematuras estão associadas ao tabagismo, que representa hoje o maior fator de risco independente para doenças crônicas. O controle do tabagismo exige um eficiente e sistemático mecanismo de vigilância para monitorar as tendências de consumo de tabaco.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), em cooperação com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), implementaram um Sistema Global de Vigilância do Tabaco (GTSS) em todos os continentes e, na região das Américas, através da Organização Pan-Americana da Saúde (PAHO). O sistema tem como população-alvo, estudantes e profissionais que atuam em escolas e universidades. Um desses inquéritos é o “Global Youth Tobacco Survey” (GYTS) que, no Brasil, recebeu o nome de VIGESCOLA. Seu objetivo é monitorar, através de pesquisas repetidas e periódicas, comportamentos, hábitos, atitudes e conhecimentos relacionados ao uso do tabaco, entre escolares. De 2002 a 2003 o estudo 12 capitais brasileiras encontrou uma prevalência de experimentação variando de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino. Já a prevalência de escolares fumantes variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino.

Embora os determinantes de consumo e os modelos de cigarro variem entre os países, a população jovem é o grupo de risco prioritário para prevenção em todas as regiões do mundo. A iniciação do tabagismo nos jovens é imensamente influenciada pela promoção e publicidade da indústria do tabaco, que agora está em todos os cantos do planeta. Outros fatores de influência são a pressão do grupo de colegas e a atitude que os modelos de comportamento incentivam. Artigos relatam que a idade para iniciação é mais precoce entre jovens que tem amigos, irmãos ou pais que são fumantes e que adolescentes depressivos ou que sofram de baixa auto-estima são mais propensos a começar a fumar regularmente. Alguns autores fundamentam que há uma associação entre a idade com que o jovem começa a fumar, com o consumo de mais cigarros por dia e com maior dependência no futuro. Além disso, a iniciação diminui significantemente após os 18 anos, levando à conclusão que se os adolescentes se mantiverem longe do tabaco durante esse período na adolescência a maioria não se tornará fumante. Isto traz vários desafios e oportunidades para intervenções ao controle do tabaco.

Com o amplo uso da internet pela população brasileira, em especial entre os jovens, este pode ser mais um espaço utilizado para o combate ao tabagismo se proporcionar interação e construção colaborativa de conhecimento.

O Brasil, um dos principais produtores e exportadores de tabaco no mundo, é um dos países signatários da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco” (CQCT) que é um tratado internacional em que os países concordam em empreender esforços de combate ao tabagismo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BELLONI, Maria Luiza; GOMES, Nilza Godoy. Infância, mídias e aprendizagem: autodidaxia e colaboração. Educ. Soc., Campinas, v. 29, n. 104, Oct. 2008 . DIsponível em: http://www.scielo.br/pdf/es/v29n104/a0529104.pdf

MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER. Por que aprovar a Conveção-Quadro para o controle do tabaco? 2004 Disponível em: http://www.inca.gov.br/tabagismo/cquadro3/cquadro.pdf

MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER. Vigescola: Vigilância de Tabagismo em Escolares. Dados e fatos de 12 capitais brasileiras. 2004 Disponível em: http://bvssp.icict.fiocruz.br/lildbi/docsonline/9/9/499-vigescola.pdf

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO) Report on the Global Tobacco Epidemic 2008: The mpower package. Geneva: World Health Organization, 2008. Disponível em: http://www.who.int/tobacco/mpower/mpower_report_full_2008.pdf